Em reunião com vereadores, Secretário de Saúde afirma que colapso na saúde não é sinônimo de caos

Segundo Dr. Fábio Alves, houve aumento expressivo de registros a partir de fevereiro, com mortes de pacientes abaixo de 60 anos

A Câmara de Paulínia promoveu reunião virtual na sexta-feira (5) entre vereadores e o secretário de Saúde, Dr. Fábio Luiz Alves. Ele declarou que a cidade vive hoje um “colapso” na área da saúde, diante do aumento de casos de Covid-19, mas disse que esse cenário não significa caos no sistema público municipal.

Segundo Dr. Fábio Alves, houve aumento expressivo de registros a partir de fevereiro, com mortes de pacientes abaixo de 60 anos. O problema é que, enquanto no ano passado havia hospitais de campanha na capital e em Campinas, na atual onda da doença não existe mais esse tipo de suporte do Estado para os municípios.

“Toda região está na situação de colapso. O conceito envolve a dificuldade de expansão de estrutura e a agressividade da pandemia, com alta taxa de óbitos. Isso é diferente de caos. Nós temos total governabilidade: garantimos 20 leitos de atenção, temos respiradores em enfermarias fora das UTIs, mobilizamos recursos humanos para atendimento e cancelamos cirurgias eletivas”, disse.

O secretário afirmou que foi necessário antecipar em Paulínia a fase vermelha e restringir atividades de vários setores, incluindo igrejas e templos religiosos.

Questionamentos

Quatorze vereadores participaram do encontro, transmitido ao vivo no site e nas redes sociais da Câmara, e apresentaram questionamentos com base em dúvidas da população. Eles perguntaram sobre compra de vacinas, criação de hospital de campanha, protocolos médicos, fiscalização e estrutura do Hospital Municipal, entre outros temas.

O presidente do Legislativo, Fábio Valadão (PL), destacou que a população deve atuar em conjunto do Poder Público, evitando aglomerações e obedecendo regras de saúde pública, como uso de máscaras. Ele agradeceu ao secretário municipal de Governo, Danilo Barros, por intermediar o encontro desta sexta.