Castrar é um ato de amor: por que a castração de animais é tão importante?


Existem muitos mitos sobre castração do animal de estimação. Uma das que mais se fala é que as fêmeas devem ter pelo menos uma ninhada antes de serem castradas, para que tenham uma vida longa, saudável e feliz. Já no caso dos machos, crê-se que a castração torna o animal triste e frustrado, pois não conseguiriam mais cruzar. Todas as afirmações acima são falsas, tanto para cães quanto para gatos. A castração tem grande importância e promove muitos benefícios tantos para os cães quanto para os gatos. Eles se tornam mais saudáveis devido a menor possibilidade de evolução de doenças reprodutivas, propiciando o aumento de expectativa de vida. Os cães não precisam cruzar ou ter filhotes antes de ser castrados para sentirem-se satisfeitos ou completos. Sua saúde física e mental não será comprometido se eles não tiverem contato sexual ou filhotes. Esses são valores humanos. A realidade é que os animais agem por instinto e estão mais sujeitos à frustação se não forem castrados. Nos cães e gatos machos, a castração reduz o aparecimento de tumores de próstata, diminuem o habito de demarcar território e urinar em objetos da casa. Além disso, as disputas por território diminuem e a tendência é que os animais fiquem mais tranquilos e caseiros. E consequentemente por existir menos fuga para ir atrás de parceiras (principalmente os gatos), evita-se casos como atropelamento, envenenamento, doenças como FIV (AIDS felina) e FELV (Leucemia felina) nos gatos e a raiva nos cães, que são transmitidas por mordidas (saliva). Já as fêmeas de cães e gatas, o procedimento reduz o risco de tumores de mama, evita gravidez psicológica, conhecida como pseudociese, evita infecções uterinas (piometra) e a gravidez indesejada. E sem falar que, a castração evita que nasçam possíveis vítimas do abandono humano que vivem nas ruas. As superpopulações de cães e gatos é uma preocupação constante, não apenas por questão humanitárias, mas também por questão sanitária. Os animais de rua são potencias agentes de transmissão para o alastramento de epidemias para o ser humano como raiva, micose, toxoplasmose e leishmaniose, por exemplo. O grande problema de termos tantos animais nas ruas, está relacionado aos problemas de abandono e maus tratos que são agravados pela falta de esclarecimento das pessoas com relação à responsabilidade envolvida na posse de um animal. O procedimento de castração pode ser realizado a partir de 2 meses, até aproximadamente 5 meses. Com a fêmeas, o indicado é antes do primeiro cia, que geralmente acontece neste período. Realizando a castração mais cedo, as vantagens descritas acima serão melhores observadas.