Número de desempregados cresce 25,81% na RMC

A atual taxa de desemprego em Paulínia é de 19,35%



O número de desempregados cresceu 25,81% na Região Metropolitana de Campinas (RMC) no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período de 2019, saltando de 221.169 pessoas sem trabalho formal para 278.256, ou seja, 57.087 a mais, segundo matéria veiculada pelo jornal campineiro Correio Popular. O levantamento foi realizado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) a partir de cruzamento de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria de Trabalho, que é vinculada ao Ministério da Economia, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), População Economicamente Ativa (PEA) e Mão de Obra Ocupada de cada município.

De acordo com o economista da entidade, Laerte Martins, em termos de índice, houve um aumento de 2,71%. A taxa passou de 10,73% para 13,44%. Martins esclarece ainda que essa alíquota é calculada com base na PEA, considerando pessoas com idade entre 14 e 65 anos. O resultado, explica, é um reflexo da pandemia da Covid-19 que agravou a crise econômica no Brasil.

Campinas, maior cidade e sede da RMC, lidera o ranking com 102.806 pessoas desempregadas. Entre janeiro e junho do ano passado, o montante era de 86.177, ou seja, 16.629 trabalhadores a menos. A atual taxa de desemprego, entretanto, é de 13,91%, sendo inferior à de nove municípios. São eles: Americana (14,7%), Holambra (15,68), Jaguariúna (16,52%), Monte Mor (14,64%), Morungaba (18,59%), Nova Odessa (19,71%), Paulínia (19,35%), Valinhos (19,97%) e Vinhedo (16,95%). Em contrapartida, Engenheiro Coelho registrou o menor índice e também na quantidade de pessoas desempregadas, 6,25% e 636 trabalhadores, respectivamente.

Em nível Brasil, de janeiro a junho, o total foi de 1,156 milhão de vagas de trabalho fechadas.

O cenário poderia ser ainda pior não fosse o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda do governo federal que preservou aproximadamente 250 mil postos de trabalho na Região Metropolitana de Campinas (RMC), reduzindo o impacto social decorrente da pandemia da Covid-19.

Segundo dados do Ministério da Economia, até o fim de julho, 27.598 empresas recorreram à medida, firmando com esses trabalhadores em torno de 351 mil acordos de suspensão temporária do contrato de trabalho ou redução proporcional de jornada e salário. As informações são do Correio Popular.