Arcebispo metropolitano de Campinas divulga que igrejas reabrirão dia 20 em nove cidades

As igrejas serão reabertas no próximo dia 20 de junho, pelo período máximo de quatro horas para celebrações


O arcebispo metropolitano de Campinas, Dom João Inácio Müller, divulgou no último sábado (6) o protocolo para a reabertura de igrejas em nove cidades da região. A medida vale para as nove cidades da Arquidiocese: Campinas, Elias Fausto, Hortolândia, Indaiatuba, Monte Mor, Paulínia, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

Segundo o texto, as igrejas serão reabertas no próximo dia 20 de junho, pelo período máximo de quatro horas para celebrações, com cada paróquia respeitando a ocupação permitida pelos decretos municipais de cada cidade - em Campinas, por exemplo, o limite é de 30%, e a presença de idosos não está autorizada. ENTRADA DOS FIEIS De acordo com o protocolo, as igrejas poderão permanecer abertas para receber fieis durante todo o dia para orações pessoais. A orientação é que para que as portas estejam sempre abertas nos horários definidos para as missas para evitar que qualquer fiel tenha de tocar em puxadores ou maçanetas. Na entrada, uma equipe nomeada pelo pároco responsável orientará os fiéis quanto ao distanciamento recomendado, o uso de máscaras e verificará a temperatura de cada pessoa - caso ela esteja acima de 37,5°C, o fiel será orientado a voltar para casa e buscar a ajuda necessária. A regra do distanciamento não se aplica a pessoas da mesma família ou que vivam na mesma casa. O arcebispo pede ainda que sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída e que haja indicadores de percursos de sentido único, de modo a evitar que as pessoas se cruzem. Os fiéis devem higienizar as mãos, na entrada da igreja, com álcool em gel 70%, que deve ser fornecido pela igreja. A sola dos sapatos também deverão ser higienizados com água sanitária na porta da Igreja. Os fiéis também serão orientados para que não toquem em imagens de devoção. EQUIPES REDUZIDAS O momento de exceção também atingiu a formação das equipes que ajudam o padre na realização das missas. A recomendação é que apenas um leitor seja escolhido para proferir todas as leituras, salmos e preces. As vestes litúrgicas não serão necessárias. O leitor só deve permanecer sem a máscara durante a leitura. Também deve haver apenas um cantor e/ou instrumentista, evitando, nesse primeiro momento, as equipes de canto. Acólitos e coroinhas serão dispensados, e o mínimo de ministros extraordinários da comunhão devem ser mantidos, para a distribuição da Eucaristia aos fiéis. Crianças, idosos ou pessoas nos grupos de risco não devem fazer parte das equipes para a celebração. O protocolo também destaca um cuidado especial das equipes para manuseio de álcool gel com no acendimento de velas. A orientação é de que sejam consagradas hóstias em número suficiente somente para os fiéis que estiverem presentes na celebração. NOVOS HÁBITOS O enfrentamento da pandemia do novo coronavírus impôs ainda uma série de mudanças nos rituais da igreja. O Pai Nosso, por exemplo, deve ser rezado sem dar as mãos e o abraço da Paz deve ser omitido. O diálogo individual da Comunhão ("corpo de Cristo", "amém") será realizado uma única vez de forma coletiva. A entrega da Eucaristia, portanto, será realizada em silêncio. Ainda na comunhão, os fiéis deverão permanecer em seus lugares e o ministro levará a hóstia até eles. Os que desejam comungar devem obedecer a seguinte ordem de gestos: ficar em pé; retirar a máscara pelo elástico; receber a comunhão com a mão na forma de pinça e, em seguida, recolocar a máscara e sentar. O QUE SEGUE PROIBIDO Continuam suspensas, até novas orientações: peregrinações, romarias, procissões, adoração em grupos, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia. Por enquanto, o protocolo regulamenta apenas as celebrações da Eucaristia presenciais. Posteriormente serão dadas novas orientações para o Batismo, Crisma, Matrimônio, Celebração da Penitência, Catequese, Unção dos Enfermos, atividades pastorais, festas e promoções.

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