Homem estrangula namorada por ciúmes e joga o corpo da vítima em um matagal no Parque Brasil 500

O próprio assassino teria confessado o crime e levado a Polícia Civil até ao local onde havia deixado o corpo da vítima


Uma mulher de 35 anos, moradora de Campinas, foi assassinada possivelmente por estrangulamento pelo próprio namorado no último domingo (24). O assassino teria levado o corpo da jovem até um matagal no Parque Brasil 500, em Paulínia. O crime ocorreu no domingo, mas o corpo da vítima só foi localizado na terça-feira (26).

O próprio criminoso, morador da região do Matão, esteve no 3º Distrito Policial de Sumaré, onde teria confessado o crime e levado a Polícia Civil até ao local onde havia deixado o corpo da vítima. Ele alegou à polícia que agiu por ciúmes, pois teria encontrado mensagens de outro homem no celular da vítima. A jovem foi sepultada na tarde da quarta-feira (27) no Cemitério Parque de Hortolândia. A irmã da vítima, disse ao jornal Tribuna Liberal que a família está inconformada com o crime, pois o suspeito aparentava ser um homem “calmo e gentil”.

“Na última sexta-feira (22), minha irmã e o namorado estiveram em casa. Estavam sorrindo e passamos bons momentos em família. Nunca aparentaram ter nenhum tipo de problema, e se tiveram, a família nunca soube de nada”, disse a técnica ao Tribuna. Segundo ela, o próprio namorado da irmã ligou no domingo informando que estava preocupado, pois ela estava desaparecida. Ele alegou que tinha deixado sua namorada no apartamento dela, em Campinas, na madrugada de domingo, mas depois não conseguiu mais falar mais com a moça. “Assim que ele disse que minha irmã estava desaparecida, eu falei que iria procurar pelas imagens das câmeras de segurança do condomínio. Percebi que ele mudou de comportamento, mas estava tão preocupada em achar minha irmã que não percebi nada demais”, desabafou a irmã da vítima. Ela chegou até ao Plantão Policial da 2ª Delegacia Seccional de Campinas, onde chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.

“Já no boletim, eu coloquei que ele foi a última pessoa a ver minha irmã com vida, pois indiretamente já sentia que tinha algo estranho na versão que ele apresentou”, disse a irmã da vitima.


Outros casos Segundo informações obtidas por fontes do Tribuna Liberal, o assassino tinha outros antecedentes por violência doméstica de relacionamentos anteriores. O Tribuna Liberal apurou que na tarde de terça-feira, o assassino esteve no 3º Distrito Policial e pediu para falar com o delegado Yan Loui Adania de Queiroz. Chorando bastante, ele teria informado aos policiais que tinha matado sua namorada e depois pensou em cometer o suicídio, mas não teve coragem. “Ele disse que chegou a ir até a uma ponte e pensou em se jogar, mas não teve coragem”, afirmou um policial civil. Posteriormente, os policiais acompanharam-no até a um matagal de difícil acesso, no Parque Brasil 500, em Paulínia, onde teria abandonado o corpo da vítima. Ele teria jogado capim seco em cima do corpo da vítima para escondê-lo, segundo a Polícia Civil. “O homem alegou que depois de achar uma mensagem no celular da namorada, convidou-a para dar uma volta de carro, e levou-a até um matagal, em Paulínia. Ele alegou que apertou o pescoço da vítima com as próprias mãos. Depois jogou o corpo em um barranco, pois estava com os braços atravessados no rosto. Típico de quem foi jogado rolando e o braço caiu por cima do rosto”, disse o policial de Sumaré, que acompanhou a localização do corpo. Posteriormente, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Paulínia, onde foi autuado em flagrante pelas acusações de feminicídio e ocultação de cadáver. O delegado Luis Paulo de Oliveira Silva conseguiu na Justiça o mandado de prisão temporária do suspeito pelo período de 30 dias.