Mais da metade dos cadastros para receber cestas emergenciais foram feitos por moradores de fora de

51% dos cadastros foram feitos por moradores de fora, incluindo pessoas que informaram residir nos estados da Bahia e Minas Gerais


A Prefeitura de Paulínia confirmou que 51% dos cadastros para recebimento de cestas básicas emergenciais, durante a pandemia do novo coronavírus, foram feitos por moradores de fora da cidade, incluindo pessoas que informaram residir nos estados da Bahia e Minas Gerais. A distribuição dos alimentos teve início pela manhã da última segunda-feira (18) e é destinada apenas para famílias de baixa renda do município.

A prefeitura contabilizou 13,1 mil solicitações em dez dias, dos quais 6,8 mil foram realizadas por pessoas que não residem na cidade e, portanto, não serão contempladas.

"Isso deu um trabalho enorme para a gente e, de certa forma, até um atraso. A assistente social precisa avaliar cada caso", explica a secretária de Assistência Social e Cidadania, Rita Coelho. De acordo com ela, cerca de 2 mil famílias atenderam aos critérios e, com isso, devem receber a cesta até sexta-feira (22).

Para receber os alimentos, a família precisa atender aos requisitos definidos pela administração municipal. Entre eles, estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda de até meio salário mínimo.

Antes de ir ao ponto de distribuição, os moradores de Paulínia, para serem eventualmente contemplados, tiveram que realizar um cadastro na Secretaria de Assistência Social e Cidadania. O prazo para inscrição terminou na sexta-feira (15).


Importância

Uma das pessoas que entrou na fila do benefício é a atendente Lucimeire de Souza. Em meio à crise, ela foi demitida e relata que o valor do Bolsa Família não garante os sustentos dela e dos quatro filhos. "Ajuda e muito [receber a cesta], com certeza. Ainda mais que tenho quatro crianças “, disse em entrevista ao portal G1.

Além da cesta, a administração também distribui kits de materiais de limpeza. A merendeira Deuziane dos Santos contou ao G1 que perdeu o emprego, após a escola onde trabalhava fechar para evitar a disseminação da doença. Com isso, a família dela também passou a precisar deste benefício.

"A gente está se virando como pode né? Meu marido está trabalhando, mas só o dele [salário] não é suficiente. A gente tem que correr atrás das oportunidades que estão oferecendo né. Vai ajudar porque tem arroz, feijão, é alimento nutritivo, lá em casa vai servir demais", explicou ao portal de notícias.