Encontrar uma vacina é a única maneira possível do mundo voltar a ‘normalidade’

No momento, não há tratamento ou vacina contra a COVID-19, que causou mais de 177.000 mortes no mundo inteiro



A corrida global para encontrar uma vacina contra o novo coronavírus (COVID-19), a única maneira possível, segundo a ONU, de voltar à normalidade, está se intensificando com os primeiros ensaios clínicos na Alemanha e no Reino Unido.

Na Alemanha, as autoridades federais encarregadas da certificação de vacinas aprovaram hoje (22) testes clínicos em humanos pelo laboratório alemão BioNTech, sediado em Mainz, em colaboração com a gigante americana Pfizer.

Segundo o Instituto Paul Ehrlich (IPE), esses ensaios, os quintos em humanos em todo mundo, são "um estágio importante" para que a vacina esteja "disponível o mais rápido possível".

O órgão alega ter dado sua aprovação após uma "avaliação completa do relatório de riscos/benefícios potenciais" do produto que está sendo testado.

Os testes serão inicialmente realizados com 200 voluntários saudáveis entre 18 e 55 anos de idade. De acordo com o IPE, a segunda fase deve ser realizada com voluntários com perfil de risco.

Segundo o instituto, o objetivo é "determinar a tolerância geral da vacina testada e sua capacidade de fornecer uma resposta imune contra o patógeno", um vírus do tipo RNA, que tem a particularidade de sofrer mutações.

Testes também estão previstos a partir de quinta-feira (23) no Reino Unido, com a primeira dose administrada em humanos no âmbito de um projeto liderado pela Universidade de Oxford e patrocinado pelo governo.

Na primeira fase, estes testes envolverão 510 voluntários entre 18 e 55 anos de idade. Metade deles receberá a nova vacina, e o restante, uma vacina de controle.

Em paralelo à pesquisa, um primeiro milhão de doses será produzido para que, em caso de sucesso, a vacina esteja rapidamente disponível. As chances de sucesso são estimadas em 80% por seus criadores.

Na Alemanha, o IPE não especifica quando exatamente os testes serão iniciados, mas o presidente da BioNTech, Ugur Sahin, garantiu que começam "no final de abril".

Os primeiros dados podem estar disponíveis "no final de junho, ou no início de julho", acrescentou.

Este laboratório, especializado em tratamentos contra o câncer, e a Pfizer agora esperam obter a aprovação das autoridades de saúde americanas para lançar ensaios nos Estados Unidos.

Outros laboratórios também devem lançar testes em humanos na Alemanha nos próximos meses, diz o IPE.

No momento, não há tratamento ou vacina contra a COVID-19, que causou mais de 177.000 mortes no mundo inteiro e infectou cerca de 2,5 milhões de pessoas.

Encontrar uma vacina é a única maneira possível de voltar à "normalidade" no mundo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na semana passada, pedindo para acelerar os projetos em andamento.


Fonte: Correio Popular