Adolescente de 16 anos é vítima de feminicídio cometido por companheiro em Sumaré

O homem de 21 anos assassinou a companheira com seis golpes de punhal na região do pescoço



Uma adolescente de 16 anos foi assassinada com seis golpes de punhal na região do pescoço no interior de sua residência em Sumaré, na noite da última sexta-feira (3). O companheiro da vítima, um eletricista de 21 anos, fugiu do local após cometer o crime, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar na casa do próprio tio, que fica no mesmo bairro.

A jovem foi encontrada já desfalecida e caída em uma poça de sangue. Familiares acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel), mas a vítima não resistiu. O acusado do crime foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi autuado em flagrante por feminicídio e permaneceu detido até ser apresentado no Fórum para sua audiência de custódia. Segundo informações do boletim de ocorrência do caso, por volta das 23h da sexta-feira, a vítima e o agressor estavam dentro de casa quando começaram a discutir. O homem teria usado um punhal e desferido ao menos seis golpes contra a adolescente. Em seguida, saiu correndo de casa. O pai do agressor, que mora na residência ao lado, teria avistado o filho saindo do imóvel e questionou aonde ele iria naquele horário. O acusado teria dito que estava indo “comprar cervejas” e, em seguida, trancou o portão com cadeado. Desconfiado de que haveria algo errado com o casal, o sogro foi até o portão e passou a chamar pela nora. Como ela não respondia, ele retornou para sua casa, pegou a chave reserva e voltou à residência do filho. Ao abrir o portão do imóvel, encontrou a vítima caída já desacordada. Em seguida o sogro da vítima e outros familiares acionaram o Samu ao ver que a adolescente não esboçava nenhuma reação. Quando os socorristas chegaram ao local, atestaram que a vítima já estava morta. A Polícia Militar foi chamada e localizou o suspeito na casa do tio do agressor. O punhal possivelmente usado no crime não foi localizado pela PM no local do crime. O suspeito teria informado as autoridades policiais que mantinha um relacionamento “harmonioso” com a menor há três anos. Nesse período, ela engravidou duas vezes, mas ambas as gestações foram interrompidas por volta do sexto mês, por complicações ginecológicas, fazendo com que houvesse abortos espontâneos. Ele teria relatado ainda que há poucos dias percebeu uma “mudança de comportamento” na adolescente, principalmente quando ele saía para o trabalho. Desconfiado de uma eventual traição, o eletricista passou a questioná-la. O suspeito alegou que descobriu, por meio de mensagens trocadas pelo WhatApp, que não seria o pai da segunda gestação da menor. Na noite do crime, ambos passaram a discutir e ele “acabou cometendo o crime”. As informações são do jornal Tribuna Liberal.

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