Após incidente na Replan, funcionários realizam reinvindicação em ‘defesa à vida’

A manifestação ocorreu na portaria de acesso à Replan para alertar sobre os acidentes que estariam acontecendo com frequência



Funcionários da Replan (Refinaria de Paulínia) realizaram na manhã de quinta-feira (19), na entrada da maior refinaria de petróleo da Petrobras no Brasil, um ato em defesa da vida e para reivindicar mais segurança no local. A manifestação foi organizada pelo Sindipetro Unificado-SP após um tanque de óleo em manutenção pegar fogo na última terça-feira (17) na planta da empresa na cidade. No mesmo dia, outras quatro ocorrências teriam sido registradas dentro da estatal. Em nenhuma delas houve vítimas.

A manifestação ocorreu na portaria de acesso à Replan para alertar sobre os acidentes que estariam acontecendo com frequência na planta da estatal em Paulínia e colocando em risco petroleiros e a comunidade, conforme informou o SindiPetro. “Este ano, especialmente, o número de ocorrências na Replan assustou os petroleiros”, destacou. “Foram muitos casos registrados e vários deles em um mesmo dia.”

De acordo com sindicalistas, somente na última terça-feira, foram cinco situações de risco registradas na Replan: tanque de óleo combustível pegou fogo na Unidade de Transferência e Estocagem; houve princípio de incêndio em um compressor do Craqueamento, além de parada acidental de um forno na Unidade de Geração de Hidrogênio; e as quedas de um turbo gerador e de uma caldeira, ambos na Casa de Força (Cafor).

“Há tempos, os funcionários da Replan trabalham sob ameaça constante”, denunciou o SindiPetro. Para ele, a política de sucateamento da empresa, “aliada ao descaso da atual gestão da Petrobras, transformou a refinaria em um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento”. “A empresa direcionou seus objetivos para metas individuais, atreladas a índices de produção. Com isso, para alcançar o resultado esperado, muitas vezes, a gerência acaba negligenciando as questões de segurança”.

Outro fator apontado pelo SindiPetro como consequência do aumento de acidentes na Replan é falta de substituição da mão de obra. “Houve uma saída em massa de trabalhadores mais antigos e experientes, por conta do PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário), e a empresa não está recompondo o efetivo”, afirmou o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

O SindiPetro defende que a Replan invista, de forma maciça, em manutenção e segurança e que a Petrobras se disponha a conversar com a direção da entidade. “É muito importante que a empresa e o sindicato conversem, a fim de buscarmos juntos alternativas para evitar novos acidentes e garantir mais segurança aos petroleiros”, declarou Marsaioli. A assessoria da Replan foi procurada, mas não se pronunciou até a publicação deste texto. As informações são do portal de notícias Paulínia 24 horas notícias.

© 2020 Jornal de Paulínia