Justiça anula mandado de prisão preventiva contra Tiguila Paes

A decisão da 1ª Vara de Paulínia também anulou a suspensão dos vencimentos do vereador


Ontem (28), a Justiça revogou o decreto de prisão preventiva contra Tiguila Paes (Cidadania), vereador de Paulínia investigado por golpes em vendas de casas. O parlamentar estava fora da cidade desde o dia 6 de novembro e, segundo o advogado de defesa, não se apresentou porque tinha "confiança na revogação da prisão".

A decisão da 1ª Vara de Paulínia também anulou a suspensão dos vencimentos do vereador. O benefício foi concedido à Tiguila após a concessão de habeas corpus a uma das partes do processo, o que fez o magistrado estender a medida aos demais réus.

Representante do parlamentar, o advogado Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza disse ao portal de noticias G1, que "a Justiça prevaleceu" e que "não é justo uma pessoa ficar presa ou procurada por algo que não cometeu".


O caso

O vereador Tiguila Paes foi denunciado pelo Ministério Público (MP-SP) pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

Os crimes apontados pela promotoria teriam ocorrido entre os anos de 2014 e 2015, quando o vereador e outros denunciados teriam enganado diversas pessoas em uma simulação de vendas de casas em um residencial em Paulínia.

"As vítimas, atraídas pelo preço acessível, pela desburocratização da venda e possibilidade de pagamentos parcelados, foram enganadas e acabaram sendo lesadas pelo grupo criminoso", destacou, à época, o MP.

Ainda segundo a promotoria, o golpe na venda das casas "foi possibilitado com o envolvimento de Tiguila, de outros servidores públicos ainda não identificados e da entidade Frente de Defesa dos Direitos e Interesse Popular".

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