Capivara contradiz acusação do MP em processo contra Tiguila

Em entrevista ao portal Zatum, ele relatou que o parlamentar não esteve em nenhum dos dois locais que o MP apontou

Indiciado no processo, no qual o vereador Tiguila Paes (PPS) é acusado pelo Ministério Público (MP) de participar de um esquema que vendia casas populares, que não existiam, o militante Marco Antonio de Paula, popularmente conhecido como “Capivara”, relatou na quinta-feira (31) para a reportagem do portal Zatum, que o parlamentar não esteve em nenhum dos dois locais que o MP apontou, durante os anos de 2014 e 2015, período em que teriam ocorrido os crimes e que serviram como embasamento para o processo. Por conta das acusações, o parlamentar está com os bens bloqueados pela Justiça.

Os locais que o MP usou para acusar o vereador de estar presente e, apoiando Capivara, eram em reuniões no Ginásio de Esportes do João Aranha, o que foi desmentido por Capivara e ainda de acordo com militante, o parlamentar não participou também de nenhuma reunião que ele fez na chácara ‘Fla-Fer’, conforme aparece na acusação do MP.

“Sou inocente e todo mundo sabe que nunca tive qualquer tipo de envolvimento com Tiguila, até por não gostar dele e de assessores que trabalharam em seu gabinete. Isso é público na cidade inteira. Por isso, ao contrário do que o MP afirma, Tiguila não esteve comigo em nenhuma reunião sobre casas populares”, afirmou Capivara.

Capivara relatou também que milita em prol da moradia popular e que tem sido alvo de acusações “mentirosas de ex-prefeitos e delegados”. “Tem gente poderosa manobrando a situação. O meu trabalho é em prol de famílias humildes, que sonham com a casa própria”, disse.

Procurado para se posicionar sobre o assunto, Tiguila contou que seus advogados estão cuidando da parte jurídica do processo. Ele negou qualquer envolvimento com a venda irregular de moradias populares. “O Ministério Público afirma que estive em dois locais, que na realidade naqueles dias e horários, não passei nem perto. Acredito que essa injustiça será corrigida no tempo devido”, disse o vereador.

O MP foi procurado pela reportagem do Zatum, para se manifestar sobre o assunto e até a publicação desta reportagem nenhum posicionamento foi enviado.