Tribunal de Justiça instaura processo e afasta juiz de Sumaré acusado de pedir doações

Ele é acusado de pedir, supostamente, dinheiro para tabeliãs, para viagem à Europa



O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu nesta semana, por unanimidade, instaurar um processo disciplinar e afastar do cargo o juiz André Gonçalves Fernandes, da 2ª Vara Cível de Sumaré, até o final da investigação.

O juiz é acusado de pedir, supostamente, dinheiro para tabeliãs, para viagem à Europa onde pretendia comemorar os 25 anos de casado, além de solicitar, sem a devida transparência, a doação de equipamentos para o Fórum e objetos pessoais.

Entre outras atribuições, o juiz conduzia o processo de ocupação da Vila Soma, considerada uma das maiores do Brasil e que conta hoje com uma população de aproximadamente 10 mil pessoas.

No relatório votado pelos desembargadores, consta a informação segundo a qual o juiz teria pedido a compra de equipamentos, deixando um boleto para pagamento.

Segundo o desembargador presidente, Manoel de Queiroz Pereira Calças, o pedido de viagem chegou a ser feito na presença de outros funcionários.


Defesa

O advogado Renato Faria, que faz a defesa de Fernandes, negou irregularidades na conduta do juiz. “Ele nega as imputações”, informou o advogado de defesa. Segundo ele, Fernandes jamais pediu algo ilegal. Sobre o boleto, explicou que foi um equívoco.

“Entre a documentação, ele enviou de forma equivocada um boleto de uma loja de departamentos. Mas ele se desculpou por isso”, justifica o advogado.

Ele também nega o pedido de dinheiro para a compra de passagens para a Europa. “A viagem sequer se concretizou. Não há nenhum viagem dele no período citado (entre 2011 e 2012), argumenta, finalizando. As informações são do Correio Popular.