Professor Paralímpico de Paulínia participa de formação de Atletas-Guia

O curso foi promovido pelo Academia Pralímpica por meio do programa “Educação Paralímpica”

(Cedida): foram abordados temas como a importância do atleta guia na vida de um atleta paraolímpico e principalmente no atleta deficiente visual.

O professor de atletismo Paralímpico de Paulínia Heliton Fernandes, mais conhecido como Gibi, participou nos dias 25 e 26 de fevereiro do primeiro curso de Formação de Atletas-Guia.

O curso foi promovido pelo Academia Pralímpica por meio do programa “Educação Paralímpica” e lecionado no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo.

Com uma carga horário de 16 horas/aulas, foram abordados temas como a importância do atleta guia na vida de um atleta paraolímpico e principalmente no atleta deficiente visual.

Heliton Gibi trabalha com atletas paralímpicos há aproximadamente 8 anos, mas há quinze é guia de atletas, antes de se formar professor.

Professor de atletismo paralímpico e convencional, Gibi também dá aula para escolinhas de crianças a partir de 5 anos. Segundo ele, sua maior motivação em formar-se no curso, foi para se capacitar para trabalhar com os atletas paralímpicos.

Atleta há mais de 20 anos, Heliton Gibi também leciona aulas de coordenação de corrida e futebol no Clube Paulinense, tanto nas categorias masculina como na feminina.


Atletas Guia

O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual, divididos em grupos de acordo com o grau da deficiência constatado pela classificação funcional. Luta, domínio, parceria e ascensão, não são características que descrevem, em nosso imaginário, um herói? Entram em cena os atletas guia, para orientar a direção dos competidores com limitações severas na visão, distintos de estereótipos, são heróis modernos do atletismo paralímpico.

Com a função de ser os olhos do outro atleta, o guia tem um papel significativo e uma participação protagonista na competição, treinos, superação e vitórias do seu parceiro. Um dos pontos mais importantes para o treinamento da dupla é a coordenação e sincronismo, porém é a confiança que faz fluir.

A importância desse trabalho em dupla foi reconhecida em 2011, nos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara. Na ocasião o atleta guia passou a subir no pódio e receber medalhas, oficializando a vitória do corredor e do auxiliar.

A conexão, corredor e seu guia nos mostra o quanto o esporte é convidativo e nos dá a oportunidade de transpor barreiras. Prova que não existem deficiências quando nos dedicamos a respeitar nossos pares, incentivando-os a acreditar sempre, que juntos podemos vencer.

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