Acionista do grupo Estre, casado com ex-secretária de Cultura de Paulinia, é preso em Operação da La

Tatiana Quintella foi a responsável por tocar o projeto de cinema em Paulínia

Pozzobom, da Lava Jato: operação envolve a Transpetro. (Guilherme Artigas/Fotoarena/Folhapress)

Na quinta-feira (31) o empresário Wilson Quintella Filho, sócio acionista e ex-presidente de empresas do Grupo Estre (que engloba Estre Ambiental, a Pollydutos e o Estaleiro Rio Tietê), e o advogado Mauro de Morais, que atuava para o grupo, foram presos temporariamente ontem pela PF (Polícia Federal) na 59ª fase da Operação da Lava Jato, denominada “Quinto Ano”.

Wilson Quintella é casado com Tatiana Quintella, que foi secretária de Cultura na gestão do ex-prefeito Edson Moura.

Tatiana foi a responsável por tocar o projeto de cinema em Paulínia.

A operação apura pagamento de propinas milionárias do Grupo Estre para executivos da estatal Transpetro por contratos na área ambiental, reabilitação de dutos e construção naval.

A PF tinha também um mandado de prisão contra o executivo Antonio Kanji, mas ele não foi localizado. De acordo com a polícia, ele deverá se apresentar nesta sexta-feira (1º). Os três, inicialmente, ficarão presos temporariamente por cinco dias.

Foram cumpridos também 16 mandados de busca e apreensão na cidade de Araçatuba, em São Paulo, e na capital paulista. A ação contou com a participação de 60 agentes da PF e apoio de 16 auditores fiscais da Receita Federal.

Em nota, o Grupo Estre disse que está colaborando com as investigações. “A Estre Ambiental vem colaborando com a operação e permanecerá à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com as investigações”, destaca a nota do grupo.

As investigações têm como base a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Segundo a PF, no período de 2008 a 2014, foram repassados milhões de reais a agentes políticos. Desse total, o colaborador teria recebido R$ 2 milhões por ano, a título de vantagem indevida, além de R$ 70 milhões no exterior.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Fontes: Agência Brasil/Blog da Rose

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