Júri popular condena torcedor a 19 anos por morte de bugrino

Ainda restam dois acusados para serem julgados

Na noite de terça-feira (13), um dos sete torcedores de Ponte Preta acusados de matar um bugrino após um jogo entre as duas equipes há seis anos, foi condenado por um júri popular a 19 anos de prisão em regime fechado, no Fórum de Campinas. A briga que causou a morte de Anderson Ferreira aconteceu em março de 2012, após a rodada dupla de "derbinhos", partida entre as categorias de base de Guarani e Ponte Preta. Em outubro, quatro réus já haviam sido condenados com a mesma pena.

A condenação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP) no início da tarde desta quarta-feira (14). O réu Anderson Ricardo da Silva poderá recorrer da pena em liberdade. Ainda restam dois acusados para serem julgados. A audiência deve acontecer só em 2019. O juiz responsável é José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri de Campinas.

A briga

A briga entre os grupos de torcedores aconteceu em uma quinta-feira, após uma rodada dupla de jogos entre os times sub-15 e sub-17 de Guarani e Ponte Preta. Logo após a partida vencida pela Macaca por 2 a 1, torcedores do time alvinegro foram escoltados até o Moisés Lucarelli, mas alguns voltaram ao Brinco de Ouro. Foi quando a confusão começou.

Anderson Ferreira foi atingido por pedras e uma barra de ferro. O bugrino teve trautamismo craniano e torácico, foi levado ao Hospital Mário Gatti, mas morreu três dias depois. Sete torcedores e mais um adolescente foram presos pelo crime.

Rodrigo de Aguiar Lopes, Jesserson Nery da Silva, Paulo Henrique de Souza Pires Sigoli e Valdir Bajano Junior foram condenados a 19 anos de prisão em regime fechado, mas também recorrem da decisão em liberdade. Sobre o adolescente apreendido no dia da morte de Anderson, a família da vítima informa que ele cumpriu um período na Fundação Casa e depois foi liberado.

Fonte G1

(Reprodução/EPTV): O torcedor Anderson Ferreira, morte em 2012 após uma briga de torcidas em Campinas.

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