Paulínia está entre as treze cidades da RMC com menos assistidos por planos de saúde

De acordo com a Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulínia está entre os treze dos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) que encerraram o terceiro trimestre deste ano com redução de beneficiários dos planos de saúde. A pesquisa mostra que ao menos 3,3 mil moradores das cidades de Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré deixaram de ter assistência privada entre junho e setembro.

As baixas mais expressivas no período avaliado ocorreram em Paulínia e Cosmópolis. Por outro lado, houve alta de contratos em Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Nova Odessa, Santo Antônio de Posse, Valinhos e Vinhedo.

As estatísticas divulgadas na segunda-feira (5) são trimestrais e o cliente considerado no levantamento é o titular do plano de saúde - ele pode ter mais pessoas vinculadas, diz a ANS.

Avaliação

Em entrevista ao portal G1, o economista da PUC-Campinas Roberto Brito de Carvalho explica que o resultado surpreende, uma vez que a expectativa para o período não era de variação negativa na maioria das cidades, haja vista saldo positivo de empregos ao longo do ano. Em outubro, o G1 mostrou que a microrregião de Campinas gerou 1,4 mil vagas em setembro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Desde janeiro, o resultado sobe para 12,7 mil.

"Muitas empresas que concediam esse benefício talvez estejam revendo o pacote de benefícios, o que preocupa bastante. Há necessidade de mais estudos também para que a gente possa avaliar se existe algum tipo de efeito negativo gerado pela nova legislação trabalhista", avalia o especialista ao ponderar se o resultado reflete impactos da crise econômica ou nova tendência em contratos.

Questionado sobre as expectativas para o último trimestre, Brito de Carvalho ponderou que a expectativa para abertura de vagas temporárias, sobretudo na área do comércio, não devem gerar impactos significativos na quantidade de contratos. "A expectativa é de estabilidade, porque as empresas acabam não assumindo esse tipo de benefício, porque não há garantia que se perpetue."

Fonte G1

(Ilustrativa): Treze cidades da RMC tiveram redução de beneficiários em planos de saúde.

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