Após explosão, paralisação da Replan prejudicou indústria de São Paulo

Segundo o IBGE, a queda de 0,9% foi puxada pelo setor de derivados de petróleo e biocombustíveis

A produção do maior parque industrial do País, São Paulo, foi prejudicada na passagem de julho para agosto pela interrupção da produção na Refinaria de Paulínia (Replan), atingida por um incêndio.

Segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados na terça-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda de 0,9% no estado foi puxada pelo setor de derivados de petróleo e biocombustíveis.

"São Paulo foi a maior influência negativa sobre o total nacional", afirmou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.

A indústria paulista já vinha de recuo em julho, quando caiu 1,2% em relação a junho. Com a queda de agosto, a produção passou a operar 18,5% abaixo do pico alcançado em março de 2011.

"O patamar de produção está mais próximo do ponto mais baixo do que do ponto mais alto", disse Almeida.

A indústria local está 13,2% acima do ponto mais baixo de produção, atingido em julho de 2003.

São Paulo tem uma participação de 34% na indústria nacional. Em agosto ante julho, houve mais estados com crescimento, mas as regiões que registraram perdas foram as mais influentes, apontou o IBGE.

Na média global, a indústria encolheu 0,3% em agosto ante julho, o segundo recuo consecutivo. Segundo Almeida, o efeito da greve de caminhoneiros sobre a indústria já passou, a produção já compensou a perda, mas a paralisação afetou as expectativas.

Fonte Exame

(Internet): Refinaria de Paulínia (Replan).

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