Denúncia contra prefeito Dixon e 13 vereadores é arquivada em sessão extraordinária

Os trabalhos da CP foram invalidados diante da suspeita de parcialidade do suplente

Sargento Camargo (PDT)

Na sessão realizada na última segunda-feira (10), a Câmara de Vereadores de Paulínia decidiu em votação arquivar a denúncia contra o prefeito Dixon Carvalho (PP) e 13 parlamentares por suposta troca de favores.

A sessão extraordinária, a sétima do ano, começou às 11h, com atraso, e terminou por volta das 13h35. Durante a reunião, seria iniciada a leitura do relatório da investigação que poderia resultar na cassação o mandato de Dixon Carvalho e de 12 vereadores investigados - uma vez que a Comissão Processante decidiu excluir Du Cazellato (PSDB), presidente do Legislativo, por falta de provas.

Os trabalhos do grupo responsável por apurar desde fevereiro a existência de irregularidades na Casa foram invalidados diante da suspeita de parcialidade do suplente Sargento Camargo (PDT), investigado por suposta infração de responsabilidade envolvendo o vice-prefeito Sandro Caprino (PRB). Ao todo, cinco vereadores presentes foram favoráveis ao pedido de exceção de suspeição - que resultou no arquivamento da denúncia - por considerarem que houve uma série de problemas na condução dos trabalhos. Três, por outro lado, foram contrários e houve uma abstenção.

Votaram para retirar Camargo os suplentes Luciano Ramalho (Progressistas), Carlos Alberto Coelho (PSDC), Marquinho da Bola (Democratas), Luiz da Farmácia (Progressistas) e Ângela do Calegaris (PV). Os suplentes que votaram pela continuidade dos trabalhos foram Neco Vieira (Pros), Gibi Professor (PRTB) e Ney do Transporte Escolar (PMN). Os suplentes Sargento Camargo, Robert Paiva (PTB), que integravam a comissão, não votaram. O vereador Tiguila Paes (PPS), presidente da CP, também não votou.

Resultado

O advogado do presidente do Legislativo, Marcelo Pelegrini, afirmou à EPTV, afiliada da Rede Globo na região, que entre as falhas estão violações dos princípios do contraditório e ampla defesa, além de regras constitucionais.

A Comissão Processante havia sido aberta após uma denúncia indicar que os 13 parlamentares citados teriam impedido apurações sobre os contratos emergenciais acertados pelo governo para contratações dos serviços de merenda e coleta de lixo, em troca de 68 cargos de confiança.

O que diz o prefeito?

Em nota, a assessoria de Dixon informou que ele sempre conduziu ações dentro da legalidade e, em nenhum momento, deixou de se preocupar com o trabalho de administração.

"Ressaltou em várias oportunidades que as denúncias apresentadas foram 'inventadas' por adversários do seu governo que tentaram usar de subterfúgios para se aproveitarem de vantagens logo que assumiu a administração e por isso houve o rompimento", diz trecho.

Além disso, o texto reitera que o prefeito havia apontado que a CP se apresentava de maneira parcial, abusiva, e que isso seria demonstrado ao longo das apurações. "O prefeito espera poder se dedicar apenas a administrar a cidade e trabalhar em paz", conclui texto da assessoria do governo.

Fonte G1

(Luciano Claudino): Cidadãos paulinenses lotaram a sessão na Câmara Municipal.