Paulínia fecha julho com saldo negativo na geração de empregos no setor de construção civil

Na segunda-feira (27), trabalhadores que perderam empregos devido à paralisação de projetos em realizaram um protesto

O setor de construção civil registrou um salgo negativo na geração de empregos formais em julho na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 501 postos de trabalho perdidos. O resultado contrasta com o do mês de junho, quando o salto foi positivo, com 24 vagas criadas. O motivo, segundo dados do Caged, foi o desempenho ruim de Paulínia, que vinha apresentando saldo positivos nos últimos meses, mas fechou julho com 584 postos de trabalho fechados.

De acordo com o presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, apesar do desempenho negativo de Paulínia, o número de contratações vem aumentando na RMC. Além de Paulínia, as cidades que preocupam a geração de emprego para o setor são Americana, Hortolândia e Indaiatuba. Mas, segundo Francisco, a expectativa é de retomada para este ano.

O município de Campinas, que em junho havia fechado com saldo com saldo de 130 postos eliminados, reagiu em julho, reduzindo para 60 o saldo negativo. Segundo os números informados pelas empresas ao Caged, no mês passado o número de contratações na cidade chegou a 659, contra 563 do período anterior. O setor é responsável por mais de 9% do PIB e o segundo maior gerador de empregos no País.

(Ilustrativa): Paulínia vinha apresentando saldo positivos nos últimos meses, mas fechou julho com saldo negativo.

Protesto

Na última segunda-feira (27), trabalhadores que perderam empregos devido à paralisação de projetos em Paulínia realizaram um protesto no município para pedir as autoridades municipais uma solução urgente ao impasse. O ato reuniu um grupo de aproximadamente 30 pessoas.

A Polícia Militar interferiu, porém, o ato pacífico ocorreu na calçada, após conversa com os manifestantes. O grupo se reuniu na Avenida José Paulino, na rotatória entre o Supermercado Assaí Atacadista e o Centro Comercial Aliança, na região central.

A principal reinvindicação é que as empresas contratem moradores da cidade, onde o desemprego em Paulínia tem tomado grandes proporções e encurralado muitos pais de famílias que não veem mais solução.

A manifestação terminou por volta 9h, mas segundo os organizadores, a luta por emprego continua, onde outras ações já foram marcadas na busca coletiva de solução para o problema.

Fontes: CBN/Notícias de Paulínia

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