Federação Única dos Petroleiros monta comissão para investigar causas da explosão na Replan

A unidade onde ocorreu a explosão, transforma as partes mais pesadas do petróleo em derivados mais nobres

(Internet): Explosão ocorreu em uma unidade de craqueamento da Replan na madrugada da última segunda-feira (20).

A cidade de Paulínia iniciou a semana sendo notícia nacional devido à explosão que ocorreu em uma unidade de craqueamento da Replan na madrugada da última segunda-feira (20).

Na quarta-feira (22), em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), montou uma comissão para investigar as causas da explosão. No grupo, há representante do Sindicado Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP).

A unidade onde ocorreu a explosão, transforma as partes mais pesadas do petróleo em derivados mais nobres. O tanque de aguas ácidas explodiu e provocou o incêndio na área, fazendo com que as chamas se alastrassem e atingissem uma unidade de destilação, onde há a separação dos derivados do petróleo processado. Na Refinaria de Paulínia, funcionam duas unidades de craqueamento e duas de destilação.

"Como apenas duas das quatro unidades foram afetadas, a refinaria poderia retomar o processo operacional parcialmente. O problema é que várias linhas de tubulação, que passam pelas unidades prejudicadas, sofreram grandes avarias e essa malha é fundamental para o acionamento parcial da refinaria", informou o Sindipetro.

Segundo o Sindicato, o setor administrativo foi retomado, mas a operação continua paralisada, sem previsão de retorno.

O diretor de Comunicação do Sindicato, Gustavo Marsaioli informou que a Petrobras deu indicações de que pode começar os procedimentos para retomar as atividades da Replan.

De acordo com Marsaioli, a intenção da Petrobras é retomar atividades da refinaria com metade da capacidade, após uma parte da Replan ter sido afetada pelo incêndio.

A parte não afetada pelo fogo poderia voltar a produzir derivados normalmente uma semana após início de procedimentos para retomada, afirmou ele. A Petrobras ainda não comentou o assunto.

Com produção correspondente a aproximadamente 20 por cento de todo o refino de petróleo no Brasil, a Replan tem capacidade para processar 69 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a 434 mil barris/dia, de acordo com informações no site da empresa.

Incêndio não afeta abastecimento

O diretor-geral da Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, descartou o risco de desabastecimento de combustível com a paralisação das operações da Replan.

Segundo Oddone, ainda está sendo avaliado por quanto tempo as operações ficarão paradas.

"A gente não vê risco de desabastecimento. Os estoques estão bons, em nível adequado. Não há essa preocupação no momento", disse.

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