Após 51 dias em greve, servidores da Unicamp decidem pelo retorno ao trabalho

Os servidores decidiram aceitar a contraproposta da universidade

Servidores da Unicamp suspenderam a greve, após 51 dias e, decidiram pelo retorno imediato ao trabalho. A decisão foi tomada em uma Assembleia Geral dos Trabalhadores na tarde de quarta-feira (11), porém trouxe ainda a condição de que a universidade faça o pagamento dos salários descontados pelos dias parados.

Em nota oficial, a Reitoria confirmou o recebimento da proposta e disse que trabalha em "um plano de reposição dos dias parados (ou do trabalho acumulado, onde couber)".

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), os servidores decidiram aceitar a contraproposta da universidade, que concedeu parte dos pedidos feitos pela categoria. Além da contraproposta da reitoria, a assembleia aprovou um "calendário de lutas".

"Toda uma pauta, com relação a contratação de funcionários na área da saúde, com relação a ônibus fretados, tem toda uma luta, uma pauta que foi protocolada na reitoria e nós continuaremos a discutir", explicou Marcílio Ventura, diretor do STU.

O que os servidores pediam

reajuste salarial de 12,6%

aumento de R$ 230 no vale-alimentação

O que a universidade propôs (e foi aceito):

reajuste salarial será de 1,5%

aumento de R$ 100 no vale-alimentação até dezembro

aumento de mais R$ 20 no vale-alimentação a partir de janeiro

O que os servidores ainda pedem para voltar ao trabalho:

reposição dos salários descontados durante a greve

retirada das faltas dos cartões de ponto

Retomada das atividades

Ainda no ofício entregue à Unicamp, o STU propôs uma reunião para discutir a forma como o retorno ao trabalho será feito. A administração da universidade aceitou e vai se reunir com representantes do sindicato.

Fonte G1

(Reprodução/EPTV): Servidores em greve na Unicamp, em Campinas, pedem aumento nos salários.

© 2020 Jornal de Paulínia