Campinas inaugura estação de transferência de lixo coletado

Os resíduos dos campineiros eram transportados para o aterro Estre, em Paulínia

A Prefeitura de Campinas inaugurou na terça-feira (3) uma estação de transferência de lixo coletado, com o objetivo de evitar a contaminação de resíduos no solo do aterro Delta A, no Satélite Íris 3. A nova instalação promete oferecer melhorias na condição do espaço, além de uma economia de cerca de R$ 40 milhões por ano aos cofres públicos do município. Há quatro anos, a área havia sido desativada a pedido da Justiça sob alegação de ter atingido a sua capacidade máxima.

Ao todo, o novo espaço — de 20 mil metros quadrados — recebeu investimentos na casa dos R$ 900 mil para que pudesse acolher todo o lixo domiciliar e público acumulado pelas ruas campineiras. Na estação, o chorume é drenado, coletado e encaminhado para as estações de tratamento de esgoto da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa).

Desde 2015, o governo municipal vem tentando readequar e reativar o aterro sanitário, já que em Campinas os resíduos são transportados para o aterro Estre, em Paulínia. De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, cerca de 1 mil toneladas de lixo são recolhidas, por dia, no Delta A antes de serem levados para o município vizinho.

Ao todo, a nova área recebeu pavimentação asfáltica, barreira vegetal, muro de arrimo, drenos de captação e reservatórios de chorume. “Essa adequação sanitária, além de evitar a contaminação do aterro, vai trazer melhorias ao meio ambiente e uma economia de R$ 40 milhões por ano para a Prefeitura, já que o custo para levar todos os resíduos para Paulínia é de R$ 50 milhões/ano”, ressaltou o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella

Atividades no aterro começaram em 1993

O aterro sanitário do Delta A, em Campinas, começou a funcionar em 1993, quando recebia cerca de 500 toneladas de lixo domiciliar por dia. Em 2013, o governo municipal tentou elaborar um projeto com o objetivo de reestruturar o sistema, mas as obras não foram concluídas. Com isso, o espaço acabou sendo interditado pelo Ministério Público após atingir a sua capacidade máxima um ano depois. A Prefeitura, não desistiu e, após isso, optou por realizar um processo licitatório, no qual a empresa Estre foi escolhida para receber todo o lixo produzido em Campinas. A Cetesb então, autorizou o uso da área em 2016, mas o Ministério Público questionou a medida e exigiu que o governo municipal realizasse adequações no local.

Fonte Grupo RAC

(Leandro Torres): Movimentação de lixo no Delta A, no Satélite Íris 3.

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