Justiça Federal condena vereador Kiko Meschiati por uso de dinheiro falso

O parlamentar e seu primo, Éverson Meschiatti foram condenados à quatro anos e oito meses de reclusão em regime semiaberto

O desembargador Nino Toldo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF), expediu um mandado de prisão preventiva contra o vereador Kiko Meschiatti (PRB) e seu primo Éverson Meschiatti, condenados pelo TRF, no ano passado, a quatro anos e oito meses de reclusão, a serem cumpridos em regime semiaberto, por crime contra a fé pública ao introduzir dinheiro falso no comércio local.

Eles tiveram recurso à decisão do TRF negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 9 de maio. Os ministros da Quinta Turma seguiram o relator Reynaldo Soares da Fonseca. Na região de Campinas não há presídio federal e por isso, o processo será remetido à Justiça estadual, que dará cumprimento à sentença.

Em nota, o parlamentar informou que acompanha, por meio de seus advogados constituídos, o andamento processual no qual é citado. Kiko disse que respeitará a lei, conforme orientação de seus advogados, assim como tem agido em sua função de parlamentar. Na nota, ele reitera que confia em Deus e na Justiça.

Vereador mais votado de Paulínia, Kiko foi denunciado pelo Ministério Público de introduzir, no comércio local, cédulas de R$ 50,00 falsificadas, em maio de 2004, em uma ação que teria a participação de uma prima, na época com 17 anos, e uma amiga dela, maior de idade. O TRF, em 2017, extinguiu a pena da amiga por prescrição da pretensão punitiva.

(Divulgação): Vereador mais votado de Paulínia, Kiko foi denunciado de introduzir, no comércio local, cédulas de R$ 50,00 falsificadas, em maio de 2004.

Segundo a denúncia do MP, o crime teria sido cometido em um comércio na Avenida José Paulino e foi flagrado por policiais militares, após denúncia de dois comerciantes que teriam recebido dinheiro falso da amiga. Os policiais abordaram o carro em que os primos estavam e encontram no porta-luvas outras 38 notas falsificadas de mesmo valor, além de R$ 362,00 em cédulas verdadeiras de outros valores, maços de cigarros, dois tabletes de chocolate, um cartão telefônico e um celular.

A prima adolescente e a amiga tentaram comprar cigarros em uma padaria e a nota foi recusada pela operadora de caixa. Na época, Éverson Meschiatti alegou à polícia ter obtido o dinheiro falso sem perceber a partir da venda de um computador por R$ 2,1 mil a uma pessoa, sobre a qual não soube informar nada além do primeiro nome. Kiko estava junto e a prima e a amiga teriam pedido uma carona depois da transação.

Em primeira instância, os dois tinham sido condenados à pena de seis anos e três meses de reclusão em regime semiaberto e 124 dias-multa cada, sendo considerado o valor do dia-multa 1/6 e 1/10 do salário-mínimo vigente à época do crime, respectivamente, enquanto a amiga foi condenada a quatro anos de reclusão em regime aberto e 72 dias-multa, sendo considerado o valor do dia-multa 1/10 do salário da época. O TRF reduziu a pena e deu provimento parcial às apelações dos primos, declarando extinta a punição em relação ao delito de corrupção de menor por prescrição da pretensão punitiva.

Fonte Correio Popular

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