Pesquisa aponta Paulínia com um dos piores índices de satisfação em cultura na RMC

Hoje, apenas 23% dos paulinenses apoiam a Cultura da cidade

O que já foi grande, parece se tornar cada dia menor em Paulínia. Aquele que foi o maior polo de produção cinematográfica do país em 2012, se encontra abandonado. Paulínia se encontra com um dos piores índices de satisfação em cultura da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Hoje, apenas 23% dos paulinenses apoiam a Cultura da cidade.

Os números fazem parte do relatório do primeiro trimestre de 2018 da Indsat. Eles revelam ainda que grau de reprovação chega a 32% e quase metade da cidade (43%) consideram o setor cultural paulinense regular. Ainda assim a cidade conquistou 554 pontos e Grau Médio de Satisfação pelos critérios Indsat de pontuação e ranqueamento.

A pesquisa também apontou o perfil dos moradores menos satisfeitos com a área cultural de Paulínia: 37% dos entrevistados com Ensino Médio avaliaram o setor de forma negativa. A reprovação é ainda menor entre a faixa etária de 16 a 30 anos de idade.

O índice de satisfação vem caindo pouco a pouco desde o início da gestão do prefeito Dixon Carvalho (PP). No início de 2017, Paulínia havia registrado 576 pontos em Cultura. Nesse mesmo período, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho havia deixado o cargo de Secretário de Cultura de Paulínia após assumi-lo em janeiro. Foram apenas 3 meses de esperança para a cultura paulinense, e nada mais.

A gestão municipal havia alegado que o crítico e roteirista havia pedido desligamento por questões pessoais. A pontuação Indsat se manteve no levantamento seguinte, mas começou a cair no 3º trimestre. A cidade fechou 2017 com 43% de reprovação no setor. Atualmente, a Secretaria de Cultura é comandada por Janaína Padovani.

Fonte Indsat