Petroleiros iniciam paralisação de 72h na Replan

O Sindipetro informou que a greve não traz riscos de desabastecimento ao país

O Sindipetro Unificado (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo) deu início na manhã desta quarta-feira (30) à paralisação de 72 horas dos petroleiros. Desde cedo manifestantes estão na frente da Replan. O sindicato informou que não foram efetuadas as trocas de turnos da Replan às 23h30 de terça-feira (29) e nem às 7h30 de quarta. Desta forma, os funcionários que entraram para trabalhar às 15h30 de terça continuam no local. Apesar da manifestação no local, não há impedimento na entrada de funcionários no local. Os petroleiros pretendem pressionar o governo para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata de Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes. Na terça-feira, foi divulgada uma decisão judicial que classifica a greve como ilegal e coloca multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A entidade informou que não foi informada da decisão judicial que proíbe a greve.

PM intimida Petroleiros

O Sindipetro São Paulo denunciou na segunda-feira (28) a presença de tropas da Polícia Militar dentro da Refinaria de Paulínia, informou o site de notícias Viomundo. Segundo o portal, ao menos 10 viaturas e um helicóptero águia da PM, além de um caminhão da tropa de choque, se posicionaram na área interna da refinaria, na tarde de terça-feira.

Os veículos da Rota ficaram estacionados ao lado do restaurante, em um local bem visível e de circulação dos petroleiros. A presença dos militares causou apreensão entre os trabalhadores, já que o bloqueio dos caminhoneiros aos condutores de carretas de combustível e gás foi encerrado no período da manhã.

"Não se trata de escolta, porque os policiais entraram dentro da refinaria e por lá ficaram, à vista de quem quisesse vê-los. A ação nos pareceu uma tática de intimidação da empresa, de ameaça aos trabalhadores, diante da greve prestes a começar", afirmou o diretor do Sindicato Gustavo Marsaioli.

Sem prejuízos, dizem petroleiros

O Sindipetro informou que a greve de 72 horas que os petroleiros iniciaram nesta quarta não traz riscos de desabastecimento ao país. Eles exigem redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, através de mudanças imediatas na política de reajuste de derivados da Petrobras.

Foto: Reprodução/EPTV