Suspeito de favorecer contratos de Dixon Carvalho, Du Cazellato aprova investigação contra vereadore

Du Cazellato e outros 12 vereadores, supostos de troca de favores com Dixon, iniciam perseguição politica

Presidente da Câmara Du Cazellato (PSDB) ao lado do Prefeito Dixon (PP)

Presidida pelo vereador Du Cazellato (PSDB), foi aprovada na última sessão ordinária de terça-feira (13), a abertura de investigação contra os dois únicos vereadores que não foram alvos de uma Comissão Processante (CP) que investiga o prefeito Dixon Carvalho (PP) e outros 13 parlamentares.

A denúncia, encaminhada pelo advogado Josimar Bueno considerou que houve quebra de decoro parlamentar pelo modo como Tiguila Paes (PPS) e Kiko Meskiati (PRB) conduziram a sessão do afastamento, pois isto gerou desgaste à imagem pública da Câmara. "(...) Honra objetiva esta que foi colocada em xeque pela opinião pública e pela sociedade civil (...)", afirmou o advogado na denúncia.

O denunciante ainda fez acusações criminais contra Meskiati envolvendo cédulas falsas de 50 reais, pelo qual teria sido condenado a quatro anos de prisão em primeira instância.

A sessão em que os vereadores ocuparam estas funções, tinha como pauta a abertura ou não da CP contra Dixon e 13 dos 15 vereadores, acusados de uma suposta troca de favores com o prefeito Dixon Carvalho.

Mas, além abertura da comissão, foi votado também o afastamento dos 13 parlamentares. Os afastados tiveram os cargos devolvidos após uma decisão da 2ª Vara e, os 11 presentes na sessão Legislativa entenderam que Kiko e Tiguila foram contrários a um parecer jurídico da Casa e extrapolaram a função temporária.

Kiko Meschiatti e Tiguila Paes, foram os únicos vereadores que não foram alvos da denúncia. Doze vereadores e, até mesmo o presidente da Casa de Leis, Du Cazellato estão sendo acusados de ‘troca de favores’ com o atual prefeito, Dixon Carvalho.

A denúncia feita ao MP indica que o presidente Du Cazellato (PSDB), Manoel Filhos da Fruta (PCdoB), Xandynho Ferrari (PSD) e Zé Coco (PV), foram beneficiados com cinco cargos de comissão, cada.

Edilsinho Rodrigues (PSDB) e Fabia Ramalho (PMN) nomearam três pessoas cada; enquanto João Mota (PSDC), Marcelo D2 (PROS) e Marquinho Fiorella (PSB) tiveram direito a quatro cargos.

Fábio Valadão (PRTB) e Danilo Barros (PR) nomearam sete; e os vereadores Flávio Xavier (PSDC) e Loira (PSDC) foram beneficiados com oito contratações, de acordo com a denúncia.

"É uma perseguição política barata em que tentam tirar o foco daquilo que deve ser investigado", afirmou Tiguila Paes durante a sessão. "O plenário da Câmara não é soberano para tudo e todos. Quando não há nada contra, apresentam qualquer denúncia. É uma denúncia infundada e mal feita pelo advogado que escreveu", analisa Paes.

Após a leitura da denúncia, acolhida por 11 votos, a Procuradoria concedeu legalidade e procedência, mas com o alerta de que Paes e Meskiati não podem ser afastados durante a Comissão Processante.

Agora, todos os 15 vereadores de Paulínia estão sendo investigados pela Câmara. Os dois novos investigados serão notificados e depois a comissão tem 90 dias para dar um parecer.

A nova Comissão Processante será formada por Edilsinho Rodrigues (PSDB) na função de presidente; Flávio Xavier (PSDC), como relator, e Fábio Valadão (PRTB) como secretário.

Segundo a assessoria da Câmara, a abertura dessa CP não interfere na investigação contra Dixon e os outros 13 vereadores.

Fontes Todo Dia/G1