Suspeitos por compra de votos, Prefeito e 13 vereadores podem ser investigados


Na Sessão Legislativa do dia 28 de agosto de 2017 os vereadores rejeitaram a denúncia que alegava o afastamento e a cassação do Prefeito Dixon Carvalho (PP) e de 13 dos 15 parlamentares por compra e venda de votos. De acordo com a Justiça, após essa Sessão, duas Comissões para investigar esse caso deixaram de ser abertas.

Em março de 2017, os vereadores também votaram contra a investigação da abertura de dois contratos de compra emergenciais suspeitos da Prefeitura de Paulínia, assinados pelo Dixon (PP), com as empresas RC Nutri (para compra e preparo de merenda escolar) e CORPUS (para limpeza).

Segundo a denúncia que partiu de um morador e foi encaminhado para o Ministério Público, o prefeito Dixon Carvalho (PP) comprou os votos contra a investigação de seus contratos alegando que recompensaria os vereadores com 68 cargos de confiança na prefeitura. O valor das contratações supera 13 milhões de reais.

A suspeita de irregularidades começou em 12 de abril de 2017 quando as nomeações para cargos de confiança da prefeitura foram publicadas no diário oficial do município.

Os 13 vereadores de Paulínia suspeitos de venda de votos (Fábio Valadão (PRTB), Dú Cazellatto (PSDB), presidente da Câmara; Zé Coco (PV), Edilsinho (PSDB), Danilo Barros (PR), João Mota (PSDC), Loira (PSDC), Marquinho Fiorella (PSB), Professor Xandynho Ferrari (PSD), Fábia Ramalho (PMN), Flavio Xavier (PSDC), Marcelo D2 (Pros), Manoel Filhos da Fruta (PCdoB)) ao barrar as aberturas de comissões, diz a denúncia, impediram que o chefe do Executivo fosse investigado sobre supostos crimes de responsabilidades, quebra de decoro, além de corrupção ativa e passiva.

A denúncia

Em uma decisão única na história da política municipal, o juiz da 1ª Vara de Paulínia (SP), Carlos Eduardo Mendes, na sexta-feira (2), determinou que 13 dos 15 vereadores fossem substituídos por suplentes e uma sessão extraordinária seja convocada em até 48 horas.

Caso o afastamento fosse permanente e a decisão fosse cumprida, estão mantidos no cargo Tiguila Paes (PPS) e Kiko Meschiati (PRB), e Kiko iria presidir a sessão que elegerá a nova mesa diretora que votará a instalação. A CP permanece a investigar o prefeito e os 13 parlamentares.

Manobra da Câmara e de Prefeito

Terminaria nesta quarta-feira (7) o prazo para a Câmara realizar a comissão de investigação com 13 vereadores suplentes, mas a decisão foi suspensa. A Casa entrou com um pedido de recuso alegando necessitar de mais prazo, a Justiça recebeu o pedido no mesmo dia e optou por suspender a sessão.

Na tarde do mesmo dia, parte do corpo de suplentes procurou a Câmara de Paulínia para questionar o motivo pelo qual ainda não haviam sido convocados para a Sessão Extraordinária. Nada foi resolvido ou esclarecido pela Câmara e os suplentes, orientados pelo próprio Legislativo para entrarem em contato, saíram sem resposta.

O Prefeito Dixon Carvalho (PP), portanto, segue blindado de apurações dos casos de contratos de merenda e coleta de lixo. E os vereadores e seus 68 funcionários de confiaça, após essa manobra, seguem trabalhando normalmente.

“A Câmara ressalta que desde que a decisão se tornou pública, nenhum serviço prestado à população foi prejudicado e os atendimentos nos gabinetes continuam ocorrendo conforme a agenda individual de cada vereador”, informa a Nota Oficial da Câmara na tarde da quarta-feira (7). A próxima sessão ordinária está marcada para 15 de fevereiro, a partir das 18h30.

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