Paulínia sobe duas posições no ranking de poluição e é a quinta cidade mais poluente do Estado

O município piorou na posição do relatório, em relação ao levantamento de 2016 da Secretaria Estadual de Energia

(Dominique Torquato): A Replan é uma das responsáveis pela emissão de gases na região.

Paulínia, Campinas e Piracicaba estão na lista das 15 cidades do estado que mais emitem CO2, segundo dados do Anuário de Energéticos por Município 2017, divulgado uma vez por ano, com base no ano anterior.

E os três municípios pioraram uma posição no relatório, em relação ao levantamento de 2016 da Secretaria Estadual de Energia.

Juntas, as 15 cidades representam 45% das emissões entre os 645 municípios paulistas, que lançaram no meio ambiente 75.455,25 x 10³ t/ano. No ano anterior elas representavam 48,6%, ou seja, ocorreu uma redução.


As três

Campinas é a terceira da lista das 15 maiores emissoras com 2,9% das emissões, mas era a quarta em 2016. Na quinta posição do estado está Paulínia, com 1,8%. O município era o sexto colocado há um ano.

Piracicaba entra na lista com 1,1% do dióxido de carbono lançado. A cidade subiu de 14º para a 13ª posição. As duas cidades com mais emissões são São Paulo e Guarulhos, com 17,9% e 8,8%, respectivamente.

Como é feita a medição

De acordo com a Secretaria de Energia, as emissões de CO2 são calculadas por município com base nas recomendações de instituições como Cetesb e Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Desta forma é descartada a contribuição dos combustíveis renováveis, como o bagaço, lenha, carvão vegetal, entre outros.

Para o levantamento, então, foram considerados os seguintes combustíveis: gás natural, gasolina automotiva e de aviação; óleo diesel, óleo combustível, querosene iluminante e de aviação, GLP [Gás Liquefeito de Petróleo], coque de petróleo e asfalto.

De acordo com a Secretaria de Energia, São Paulo tem aumentado à eficiência energética no setor industrial, atingindo um crescimento de 8% em relação aos números de 2005.

Ainda segundo a Pasta, houve o aumento da participação do biodisel no óleo diesel em cerca de 10% na mistura, que é prevista para 2020. Hoje, encontra-se em 7%. O estado ainda trocou o combustível da frota para etanol hidratado.

Fonte G1