Estudo aponta que Paulínia supera a Grande São Paulo no nível de poluição

A qualidade do ar em Paulínia é considerada crítica, com poluição acima dos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde

(Divulgação): As vilãs da qualidade do ar em Paulínia são as indústrias químicas e a refinaria de petróleo da Petrobras, a Replan.

Através de um estudo inédito feito pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, foi constatado que o nível de poluição de Paulínia supera o índice registrado na Grande São Paulo. O estudo levou em conta unidades de gases, partículas inaláveis e partículas inaláveis finas lançadas no ar e medidas em estações da Cetesb durante o ano de 2015 no estado de São Paulo.

O instituto classificou a situação da qualidade do ar em Paulínia como crítica, com poluição acima dos padrões estabelecidos como aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e até dos índices medidos na Região Metropolitana de São Paulo. Ao logo daquele ano, conforme o estudo, regiões dos bairros Cascata e João Aranha, onde estão as estações da Cetesb, ficaram dois meses acima do limite da OMS.

As vilãs da qualidade do ar em Paulínia, segundo o estudo, são as indústrias químicas e a refinaria de petróleo da Petrobras, a Replan. O instituto alerta que o ar poluído é causa comprovada de câncer de pulmão e bexiga; de doenças cardio e cerebrovasculares, como arritmia, infarto do coração (maior que o cigarro) e derrame cerebral; e está relacionado à metade dos casos de pneumonia em crianças.

O estudo estima que, em 2015, a poluição do ar por particulados tenha causado 11,2 mil mortes precoces no estado de São Paulo – média de 31 vidas perdidas ao dia. Segundo o instituto, isso “significa mais que o dobro de pessoas que morrem por acidentes de trânsito (7.867), quase cinco vezes mais do que câncer de mama (3.620) e 6,5 vezes mais que por Aids (2.922)”.

O instituto prevê que, mantendo-se os níveis de poluição do ar no estado de São Paulo como os apontados em 2015, em 15 anos, ou até 2030, irão ocorrer 250 mil mortes precoces e 1 milhão de internações hospitalares com gastos públicos de mais de R$ 1,5 bilhão – com base em valores de 2011.


Fonte Paulínia 24 horas Notícia






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