2ª Vara Criminal de Paulínia aceita denúncia do MP contra Moura Jr e Fiorella por desvio de dinheiro

O Ministério Público informou que a promotora solicitou à Justiça as prisões preventivas dos denunciados

(Divulgação) O ex prefeito Edson Moura Junior e o vereador de Paulínia, Marquinhos Fiorella.


A 2ª Vara Criminal de Paulínia aceitou denúncia feita pelo Ministério Público (MP) contra o ex-prefeito Edson Moura Júnior e o vereador Marcos Roberto Bolonhezi, o "Marquinho Fiorella (PSB)", por suposto desvio de dinheiro público. A confirmação foi feita pelo órgão na segunda-feira (21).

Segundo documento assinado pela promotora Verônica Silva de Oliveira, em maio de 2015, os réus usaram os cargos para simular uma necessidade de indenizar o parlamentar decorrente de uma suposta desapropriação de imóvel que não ocorreu. Além disso, explica o MP, houve um decreto falso e ambos agiram com intuito de elevar o preço do espaço e conseguir vantagem mais elevada.


Pedidos de prisões

A assessoria do MP informou que a promotora solicitou à Justiça as prisões preventivas dos denunciados, por considerar que a confiança da população nos poderes Executivo e Legislativo foi abalada. No entanto, o Judiciário indeferiu o pedido e o órgão aguarda julgamento de um recurso, onde reitera que a medida é necessária para garantir a ordem pública e viabilizar o processo.

"Marcos Roberto Bolonhezi ocupa o cargo de vereador de Paulínia com forte poder de persuasão sobre funcionários públicos em geral, inclusive sobre servidores que laboram junto à Prefeitura de Paulínia", diz trecho da denúncia sobre o parlamentar. Em outro, o MP trata sobre o ex-prefeito.

"Não se pode olvidar que Edson Moura Junior igualmente tem meios para atrapalhar a instrução processual penal. Isto porque, embora não exerça nenhum cargo público na Prefeitura de Paulínia, lá permanecem pessoas de seu grupo político", ressalta a promotora de Justiça no documento.

A advogada de Moura Júnior no processo, Tatiana Cristina Fazolin Ongaro, afirmou que a denúncia é infundada. "O processo administrativo de desapropriação é anterior à posse dele como prefeito. Ele deu continuidade em um processo administrativo que já estava em andamento".


Fonte G1