Denúncia contra Dixon Carvalho é arquivada por 8 votos contrários

A denúncia recebeu seis dos 15 votos possíveis e, o presidente Du Cazellato (PSDB) não votou - o caso foi arquivado


Após a volta do recesso, a maioria na Câmara dos Vereadores de Paulínia votou pelo arquivamento do pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Dixon Carvalho (PP) na terça-feira (1º). A denúncia, por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude e superfaturamento em contratação emergencial foi reprovada por 8 votos contrários e 6 favoráveis.

A primeira sessão do Legislativo após o recesso, foi interrompida diversas vezes por manifestações de pessoas nas tribunas. A peça, de 44 páginas, foi lida na íntegra por mais de duas horas.

Como a denúncia recebeu seis dos 15 votos possíveis e, o presidente Du Cazellato (PSDB) não votou - o caso foi arquivado.

Os vereadores a favor da denúncia foram: Tiguila Paes (PPS), Kiko Meschiati (PRB), Fábia Ramalho (PMN), Fábio Valadão (PRTB), Edilsinho Rodrigues PSDB) eDanilo Barros (PR).Já os contrários foram: Flávio Xavier (PSDC), Loira (PSDC), João Pinto Mota (PSDC), Xandynho Ferrari (PSD), Marcelo D2 (PROS), Manoel Filos da Fruta (PCdoB), Marquinho Fiorella (PSB) e Zé Coco (PV).

Entre as questões levantadas pela denúncia estão a evolução patrimonial de Dixon Carvalho. No registro da candidatura das Eleições 2016, o atual prefeito detalhou bens no valor de R$ 591.519,34. Já no ato da posse, em 1º de janeiro deste ano, entregou à Câmara Municipal uma declaração de bens superior a R$ 5,1 milhões.

A denúncia cita ainda que Dixon doou à campanha do ano passado mais do que todo seu patrimônio declarado. Há também a permuta, por R$ 1,5 milhão, de um apartamento no município de Campinas, que é declarado desde 2008 com o valor de R$ 80 mil - o acordo foi feito com uma construtora de Paulínia.


Fonte G1

© 2020 Jornal de Paulínia