Petroleiros prometem entrar em greve nesta sexta (23)

Paralisação é um protesto contra o corte do efetivo mínimo

Petroleiros da refinaria da Petrobras, em Paulínia, prometem entrar em greve de 48 horas a partir da madrugada desta sexta-feira, dia 23. Segundo os trabalhadores da Replan, a paralisação é um protesto contra o corte do efetivo mínimo nas áreas operacionais.

Conforme o Sindipetro, na terça-feira, dia 20, a Replan teria reduzido mais nove postos de trabalho no turno da tarde. A Petrobras, no entanto, nega os cortes e informou que houve remanejamento interno na Replan, baseado em estudo preliminar.

De acordo com os trabalhadores, a medida tomada pela direção da refinaria agrava ainda mais a situação de insegurança no Sistema Petrobrás, já que o trabalho já acontece com o efetivo no limite. Os trabalhadores da Refinaria de Paulínia também iniciaram, na segunda-feira (19), vigília controlada – procedimento organizado para que os operadores possam usar o “Direito de Recusa”.

Na vigília controlada, os trabalhadores realizam a passagem do turno e o grupo que inicia a jornada opera a refinaria normalmente. Como não há trabalhadores suficientes para render o grupo inteiro, a outra equipe permanece dentro da unidade para garantir o efetivo mínimo atual. “A partir do momento em que o número mínimo foi reduzido arbitrariamente, nós vamos operar com dois grupos dentro da refinaria. É uma ação necessária para assegurar que nenhum setor da refinaria fique desfalcado, devido aos cortes”, afirma o diretor do Sindicato, Arthur Bob Ragusa.

Segundo ele, a vigília só será interrompida se a empresa aceitar as condições estabelecidas no ofício, que a direção sindical enviou na tarde de hoje ao gerente geral da refinaria. O documento propõe um calendário para a apresentação da metodologia do estudo de reestruturação do efetivo mínimo, elaborado pela Petrobrás. De acordo com o Sindipetro, a greve desta sexta-feira (23) foi aprovada em assembleias realizadas entre os dias 4 e 18 de abril. A Petrobras informou, por meio de nota, que não comenta mobilizações dos trabalhadores.